Vans Ensanguentados
Obra do ilustrador português Diogo Potes, que normalmente se foca em outros tipos de trabalho. Mas o par de Vans ensanguentados atingem um novo significado dos extremos propostos pela marca. Não há como desejar alguns pés ali.
Obra do ilustrador português Diogo Potes, que normalmente se foca em outros tipos de trabalho. Mas o par de Vans ensanguentados atingem um novo significado dos extremos propostos pela marca. Não há como desejar alguns pés ali.
Marlon Brando, James Baldwin, Harry Belafonte, Charlton Heston, Joseph Mankiewicz, e Sidney Poitier discutem o Movimento Pelos Direitos Civis, no dia em que Martin Luther King fez o seu famoso discurso Ëu tive um sonho…”. 28 de Agosto de 1963.
Eu sou o Ian Black, sou casado e tenho 33 anos.
Nasci, cresci e continuo morando em São Paulo.
Meu primeiro registro em carteira aconteceu em Outubro de 1.994, e eu ganhava R$ 108,00 mensais como Office-Boy de uma empresa que operava no mesmo local um centro-automotivo e uma corretora de linhas telefônicas (quando essas eram raras e caras). Nesses 18 anos (e até antes disso) eu trabalhei com muita coisa: sorveteiro na rua, serviços-gerais numa padaria, estagiário num escritório de contabilidade, office boy em uns 4 lugares diferentes, inclusive numa empresa de publicidade. Também trabalhei durante 9 anos na área de relacionamento com o cliente, realizando tarefas diferentes como operador de rádio chamada (época do pager), operador de telemarketing ativo e receptivo, e principalmente como analista de suporte técnico de primeiro e segundo nível, de modo que até hoje faço questão de montar ou reparar as minhas próprias tralhas tecnológicas.
Em 2.000 eu comecei a escrever em blogs, quando a tecnologia ainda não permitia comentários. Fui um dos responsáveis pelo primeiro blog a ser tratado pela imprensa brasileira como fenômeno cultural e não tecnológico. Fui um dos fundadores do primeiro portal profissional de blogs no país, e logo então, em 2007, comecei a trabalhar na área de mídia social.
Meu primeiro emprego como “analista de conteúdo jr.” na Riot me rendia R$ 600,00 mensais, o que me obrigava a manter meu emprego anterior, de analista de suporte técnico na Atos Origin. Trabalhava na Riot das 09:00 às 19:00, ia para casa, jantava, e então ia para o outro trabalho, das 23:00 às 07:00 (eu dividia o expediente com outro analista, e revezávamos: enquanto eu dormia as primeiras 4 horas no chão do escritório, ele assumia as ligações, e depois trocávamos). Saía de manhã e pegava um ônibus para chegar na Riot. Depois de 4 meses assim eu assumi a gerência de conteúdo, e com a promoção eu pude me demitir do outro trabalho.
No começo de 2008 fui convidado para integrar o fantástico time e praticamente família da Live AD. Foi nessa época que participei de projetos incríveis e que ficaram para a história como o Yahoo! Posts, uma das primeiras grandes iniciativas envolvendo blogs brasileiros e um grande portal. Foi na Live que também participei do projeto Mil Casmurros, para a Rede Globo, que rendeu o primeiro prêmio em Cannes para um projeto de social media feito no Brasil. Mil Casmurros ganhou ouro na categoria PR, pelo melhor uso de internet / social media de 2008.
Em 2009 fui convidado pela Wunderman para integrar um grupo especial que funcionava como um núcleo de planejamento. Trabalhei com outras pessoas incríveis, e dentro de um ambiente mais tradicional de publicidade, que serviu para que eu tivesse contato com outros formatos de trabalho até então inéditos para mim. Pude compartilhar um pouco das minhas experiências no desenvolvimento de projetos para DELL (no qual tínhamos uma ótima taxa de conversão de vendas no Twitter), Microsoft (o lançamento do Windows 7), Smirnoff (a criação do perfil no Twitter, que por muito tempo foi superior ao seu equivalente global, e da fanpage no Facebook, que tempos depois acabaria sendo uma das primeiras a investir em mídia e alcançar bons resultados).
Nesse mesmo ano eu recebi a ligação de um amigo de Porto Alegre: o Menezes, que havia trabalhado comigo na Live (e que foi um dos responsáveis pela idéia de Mil Casmurros) me chamou para coordenar o trabalho de relações públicas com influenciadores para um projeto da Olympikus, seu cliente na agência Boca. Convidei meu amigo e irmão Alexandre Inagaki, e juntos trabalhamos nesse projeto que ganharia a prata em Cannes, também na categoria PR.
Ainda em 2009, na Wunderman, eu percebi que o conceito de mídia sociais era muito mais um conhecimento do que um departamento, e que esse conhecimento deveria acontecer nos mais diversos setores do mercado, e não apenas na publicidade. Disposto a entender e desenvolver esse novo entendimento, me envolvi em um projeto na área de política e atuei como consultor para a área de novos negócios da Infoglobo.
Em 2010 eu estava vivendo uma vida bem tranquila, trabalhando de casa, ganhando razoavelmente bem e viajando esporadicamente para visitar alguns clientes fora de São Paulo. Foi quando um amigo, diretor de mídia de uma grande agência, me convidou para desenvolver um projeto para um cliente. Pela dimensão do projeto eu precisaria contar com mão-de-obra, e como eu acreditava tanto em home-office num trabalho de equipe, resolvi alugar um apartamento ao lado de casa, equipei e mobiliei o apartamento, e contratei dois caras para trabalharem para mim, com a condição de morarem nesse apartamento / escritório.
Tudo estava organizado quando esse amigo, diretor de mídia de uma grande agência, veio com uma notícia pouco agradável: por ordem dos seus superiores, os planos seriam outros, com esse projeto sendo tocado internamente por eles. E eu fiquei com uma apartamento recém alugado para pagar, móveis recém comprados, internet, luz e gás recém instalados, e dois caras recém contratados, e sem dinheiro para bancar toda essa estrutura.
Comecei a correr atrás de clientes, trabalhei com margens baixíssimas, peguei uns trabalhos bem ruins, e conseguimos superar os primeiros meses. Depois novos clientes foram aparecendo e com isso a necessidade de aumentar a equipe. E assim nasceu NEW VEGAS.
Estudei a minha vida inteira em escolas públicas bem ruins. Sou formado em Contabilidade (curso que repeti o terceiro ano), e teoricamente posso assinar o balanço da minha própria empresa (o que, evidentemente, não faço). Mas também já estudei Serviço Social (passei em primeiro lugar no vestibular, vejam só), Redes, Design e Pedagogia.
Mas creio que foram os livros que li, os filmes que vi, as músicas que ouvi, as pessoas que conheci, os amigos que convivi e os amores que amei que me formaram como homem. E os meus melhores professores da minha área foram meus ex-chefes: Pedro Ivo Resende, Lucas Mello e Adilson Batista. Nesses casos, tive a sorte de estudar em boas escolas e conviver com boas turmas.
Jogo videogame desde os 5 anos de idade, e provavelmente chegarei aos 100 anos jogando. Acredito que já tenha concluído mais de 200 jogos, entre Atari, NES, Super NES, PC, PSOne, PS3, XBox360, iOS e PSVita.
Meus artistas preferidos são Roberto Carlos, R.E.M., Bon Iver, John Frusciante, Smashing Pumpkins, Trail Of Dead, Epic45, Guilherme Arantes, Cinerama e todas as bandas novas que aparecem na minha vida de um jeito ou de outro. Amo música.
Escrevi tudo isso para mostrar que o nosso trabalho aqui em New VEGAS é baseado menos em teorias inspiradas em palestras internacionais e mais em coisas práticas aprendidas ao longo dos tempos, com uma preocupação em entender o mercado e comportamento do consumidor brasileiro, e para isso é preciso ir além: é preciso ter vivido a vida de muitas maneiras.
Para falar comigo, basta me escrever:
ian@newvegas.com.br
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http://superbeta.com.br
“(…) there’s the holy moment and then there’s the awareness of trying to have the holy moment, in the same way that the film is the actual moment really happening, but then the character pretending to be in a different reality.”
Waking Life, 2001.